Por que você dá ghost?
Levar ghost é péssimo. Acontece com tanta frequência no mundo da internet, e dá aquela sensação terrível de rejeição e solidão quando você está do lado de quem é deixado sem resposta.
O que é ghosting e como isso se tornou comum?
Fiz uma busca rápida no Google Trends por "Why do you ghost", e o resultado é desanimador:
O dicionário Merriam-Webster rastreia o primeiro uso do termo "ghosting" em 2006 e o define como "o fenômeno de deixar um relacionamento de algum tipo ao encerrar abruptamente todo contato com a outra pessoa, especialmente o contato eletrônico, como mensagens de texto, emails e chats." Uma busca rápida na Wikipedia mostra que o uso do termo se popularizou em 2015 por meio de muitos artigos sobre relacionamentos de celebridades de alto perfil.
Embora "ghosting" tenha sua origem em fofocas de celebridades, ele se tornou generalizado com nossa maior exposição às redes sociais e às interações online.
O paradoxo do ghosting entre pessoas solitárias
Pela minha experiência, o mundo online está cheio de ghosting. Levei ghost até de pessoas que buscaram minha amizade e com quem eu conversava regularmente sobre a solidão delas. Achei paradoxal - se você está tão solitário, por que dá ghost?
Naturalmente, fui ao Reddit ver o que as pessoas tinham a dizer sobre isso.
Um post que encontrei dizia:
Por que as pessoas dão ghost?
Ansiedade e insegurança
Alguns comentaristas disseram que dão ghost por causa da ansiedade e da insegurança. Uma pessoa escreveu:
Outro comentarista compartilhou o medo de descobrirem que ele é chato:
Essa é uma profecia autorrealizável que prepara a própria pessoa para fracassar. Se um jogador de futebol nunca chutasse por medo de errar o gol, ele nunca marcaria um gol.
Desilusão com amizades na internet
Encontrei uma resposta mais fácil de entender para o motivo de as pessoas darem ghost. Uma pessoa disse que conexões na internet são como calorias vazias se elas nunca se encontram pessoalmente, e é por isso que dá ghost. Ela disse:
Eu me identifico profundamente com esse comentário. A amizade na internet, por si só, parece extremamente frágil. Especialmente em conversas baseadas em texto, falar com alguém não parece muito diferente de falar com um chatbot inteligente. Acho que é da natureza humana desejar a interação física e sentir o calor da conexão humana — elemento vital para lidar com sentimentos de solidão.
Construindo uma ponte entre conexão online e offline
No fim das contas, as pessoas precisam se encontrar na vida real. Como fazer com que elas atravessem essa distância quando tanto da vida delas é passado online? É preciso encontrá-las onde elas estão e oferecer as ferramentas e oportunidades que tornem a transição do digital para as interações presenciais natural e sem atrito.
Como seria uma plataforma ideal?
Uma plataforma ideal ajudaria as pessoas a formar amizades online com o objetivo final de se encontrarem pessoalmente. Enquanto apps de encontros como Meetup se concentram apenas em organizar eventos presenciais, eles não cultivam os vínculos iniciais necessários para tornar esses encontros confortáveis ou empolgantes. Apps como Bumble BFF chegam mais perto, mas não conseguiram ganhar tração, o que acho que acontece porque sua interface baseada em deslizar parece parecida demais com apps de namoro. Entendo que qualidades superficiais importem muito para namoro, mas elas têm tanto peso assim para amizade? Parece estranho deslizar para a esquerda e para a direita sobre quem eu quero como amigo.
Atualmente, não há nenhum app amplamente adotado que realmente faça a ponte entre amizade online e conexão na vida real. Bubblic é minha tentativa de preencher esse vazio — um espaço onde as pessoas podem se conectar por voz, construir relações significativas e talvez eventualmente se encontrar pessoalmente, mas acho que ainda é cedo demais para dizer.
Enfrentando a solidão em uma escala maior
Com os sentimentos de solidão em alta, acho que mais recursos precisam ser mobilizados para lidar com essa questão. Tanto o setor privado quanto o público têm um papel a cumprir no cultivo de conexões humanas genuínas — do online para o mundo real.